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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Excesso de burocracia ou falta de bom senso?



Em 2008 eu e dois professores do meu mestrado resolvemos abrir uma empresa em sociedade para comercializar alguns projetos e concretizar algumas boas ideias que estavamos tendo. Estavámos conscientes dos imbrólios burocráticos que iríamos "enfrentar" como toda microempresa que começa no Brasil. Fiquei designado, entre outras atividades, para cuidar um pouco da parte administrativa visto que o prof. Vasco não gosta e como mesmo diz que se sente numa grande perda de tempo ao desempenhar atividades meramente burocráticas (o que não deixa de ser verdade).

E nos percalços diários nos deparamos com diversas dificuldades. Porém a desta semana (mais precisamente no dia 23/2/2011) realmente nos deixou um pouco chateados e por isso estou compartilhando a chateação.

Encurtando a história e indo direto ao ponto: fomos "obrigados" a abrir uma conta de pessoa jurídica em determinado banco público. Na primeira tentativa em uma agência, foi exigido diversos documentos, comprovantes, imposto de renda, deposito inicial e etc. Inclusive também foi exigido a adesão à um seguro empresarial como condição para abertura de conta-corrente. Um absurdo uma vez que já é pacífico o entendimento jurisprudencial que nesses casos trata-se de um típico caso de venda casada ensejando ressarcimento em dobro e até mesmo dano moral em alguns casos:

Mesmo assim, fizemos uma nova tentativa em outra agencia do mesmo banco. Dessa vez não foi exigido o seguro e finalmente conseguimos fazer a abertura da conta-corrente.
Passado algumas semanas apesar de já possuirmos um cartão de crédito da empresa em um outro banco (privado diga-se de passagem), resolvemos solicitar um cartão de crédito nesse banco público com intuito de unificarmos as despesas em uma só conta bancária.
Foi exigido, pra variar, diversos novos documentos dos quais foram providenciados. No entanto, a funcionária do referido banco públcio ao analisar os documentos que entreguei me informou que não poderia fazer a análise da solicitação do cartão de credito para a empresa pois no último ano a empresa mais de 4 meses que não obtivera nenhuma receita.
Fiquei espantado e indaguei o por quê dessa recusa uma vez que beira a normalidade uma micro empresa que está começando ter meses sem receita durante o ano.
Ela me informou que são normas do banco e que inclusive nem o sistema que cadastra as solicitações permite.

Indaguei então se minha empresa tivesse recebido um milhão de reais em um único mês no ano passado mas nos outros meses não tivesse obtido receita, se mesmo assim eles não poderiam avaliar a solicitação de cartão de crédito.
A resposta foi a mesma. Apenas complementou que caso fosse uma empresa do ramo civil o prazo sem receita poderia ser maior mas que não era o caso da nossa empresa.


Diante disso, simplesmente desisti de solicitar o cartão de crédito desse banco e vou continuar usando o cartão de crédito do outro banco.
Vejam que não estou reclamando pelo fato de não ter recebido um cartão de crédito para minha empresa. Até porque não deixa de ser uma espécie de crédito sujeito a analise de risco, etc.
Fiquei indignado sim pelo fato de o banco nem sequer poder analisar minha solicitação de análise com o argumento de que no último ano não tive receita em todos os meses.

Qual a lógica desse argumento? Não vejo nenhuma.. até porque a empresa já possui um cartão de crédito em outro banco.
Para que isso? Excesso de burocracia? Ou pura falta de bom senso? Talvez os dois...

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