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sexta-feira, 30 de março de 2012

Eles estão chegando...


Estão vendo os dois japoneses acima? São parecidos? Talvez sejam parentes, ou até irmãos... O que acham?


Na verdade, trata-se de Hiroshi Ishiguro, um professor da universidade de Osaka do Japão, que ficou famoso por criar uma réplica robô/androide de si mesmo. Batizado de Geminoid HI-1,  esse androide além da perfeição estética pode ser controlado remotamente. Ele consegue esboçar expressões faciais como sorrisos, franzir testa, movimentar cabeça e outros pequenos movimentos comandados por um operador em um terminal que pode está a quilometros de distancia.

A reportagem completa sobre a cópia de si mesmo de Ishiguro pode ser encontrada nesse link: http://spectrum.ieee.org/robotics/humanoids/hiroshi-ishiguro-the-man-who-made-a-copy-of-himself/



Apesar do incrível realismo de sua criação (o verdadeiro Ishiguro é o da esquerda), Ishiguro também criou uma versão feminina inspirada em uma jovem de 20 anos no qual consegue "imitar" expressões faciais dos humanos. Ela foi batizada de Geminoid F.


Em uma conferência em Osaka, Ishiguro realizou uma demonstração no qual a versão feminina do androide reproduzia as expressões faciais de uma mulher que estava sentanda em frente a um  computador com câmeras e um software de face-tracking (reconhecimento facial).


No vídeo abaixo você pode conferir a versão feminina do androide "funcionando":





Segue mais fotos do incrível trabalho de Ishiguro:







                                               Geminoid F meeting Geminoid HI-1.
           Fonte: http://spectrum.ieee.org/automaton/robotics/humanoids/040310-geminoid-f-hiroshi-ishiguro-unveils-new-smiling-female-android


Pelo visto, os filmes de ficção científica que assistimos a alguns anos atrás como Exterminador do Futuro e Blade Runner daqui a pouco deverão deixar de ser categorizados como ficção para serem enquadrados como filmes baseados em fatos reais :)


The Skynet is coming...

quinta-feira, 29 de março de 2012

Escolinha de Futebol do Prof. Raimundo


Confiram abaixo a mais nova charge do excelente cartunista (e botafoguense) André Guedes que homenageia Chico Anysio, misturando jogadores de futebol entre os alunos da escolinha do professor Raimundo.

Hilária!



Retirado de: http://t.co/TwfJeliv

quarta-feira, 28 de março de 2012

Googleokee - o karaokê da tradutora da Google

E a criatividade não para (e falta do que fazer também). Criaram um tumblr (espécie de microblog) somente com músicas "cantadas" pela voz do Tradutor on-line da Google. Batizaram com o sugestivo nome de Googleokê. O resultado são hilárias canções "interpretadas" pela voz da moça do Google. Confiram abaixo alguns "clássicos". É só apertar o play no botão laranja:

Eguinha pocotó: Michel Teló   Justin Bieber James Brown - i feel good Macarena Lua Santana Apareceu até um dueto em Aguas de Março, apelidado de Big Phone: Vejam mais em: http://googleokee.tumblr.com/


segunda-feira, 26 de março de 2012

Valeu Chico!

Sempre gostei do Chico Anysio. A escolinha do prof. Raimundo fazia parte diariamente dos meus finais de tarde na época de colégio. Só não fui mais fã de Chico porque quando nasci ele já fazia sucesso a alguns anos e portanto "perdi" boa parte de seus programas como por exemplo Chico City. Acabei acompanhando mais e virando fã do também cearense Renato Aragão no qual junto com os trapalhões marcou a minha infância com um humor inocente que hoje em dia não vemos mais.

O humor de Chico é um humor inteligente e não tão inocente quanto o de Renato. E além de seus variados personagens que nos faziam esquecer que existia a pessoa Chico Anysio com peruca e maquiagem por trás de mais de 200 personalidades diferentes, Chico também foi um grande contador de estórias.
Nessas repetitivas (e nunca cansativas) homenagens a Chico após sua morte, soube que por 16 anos ele tinha um quadro semanal no Fantástico onde comentava atualidades sempre com inteligência, humor e pinceladas de críticas e ironias.
Uma dessas crônicas de 1977 foi reprisada ontem no Fantástico no qual Chico sugere uma reinvenção da vida. Coloquei o vídeo e quem não puder assistir colei o texto mais embaixo. Vale a pena assistir ou ler pois ocasiona boas reflexões:





Eu queria que as pessoas nascessem velhas e morressem crianças. Pensem bem: o homem quando resolve viver, e quando tem tempo para isso, já está no fim da vida – careca, barriguro, sem a menor disposição para nada. Por isso é que seria uma boa o homem nascer velho e morrer criança. Nascia com 80 anos e ia ficando moço até morrer na infância.


Nascer velho. As amigas conversando: Nasceu meu filho. Perfeitinho, 80 anos, 75 quilos, 1,80 de altura. E como vai se chamar? Ah, eu tinha escolhido Luis Antônio, mas ele mesmo foi ao cartório e se registrou: Aroldo.
Aí vinha outra: Não está lindo meu filho? Mas, peraí, de calcinha e sutiã? É que eu esperava menina e tal..


E quando chegasse uma visita, a mãe chamaria: Venham ver, hoje ele deu a primeira tossida. “Tosse aí para a moça ver”. Como todo bom velhinho, você nasceria com o direito a ser neurastênico e ranzinza. Nos berçários, filas de cadeiras de balanço com os velhinhos pigarreando sob cuidados de geriatras, se queixando das doenças de recém-nascido.


Mas nada faria mal porque todo mal já estaria feito. Você só iria melhorando a cada dia. Os anos e as semanas caminhariam para trás. Sexta, quinta, quarta, terça, segunda-feira virava sábado. Quer coisa melhor? E se a vida corresse para trás, tudo seria mais fascinante. Acordei com uma ressaca tão grande hoje. Estou imaginando o pileque que eu vou tomar de noite. Se nascesse com 80 anos, você aos 60 casaria. E aí? Uma desvantagem: casava com uma velha.


Mas é preciso não esquecer que com o correr do tempo a sua mulher ia ficando cada dia melhor. Mais moça, até ficar viçosa e se transformar num ‘pancadão’ de mulher aos 20 anos.


E vocês, depois do casamento, ficariam noivos e depois de noivos seriam namorados, até chegar ao amor infantil, puro e desinteressado. O amor de duas crianças apagando das árvores os corações entrelaçados. Você nasceria rico, aposentado e sábio. Na sua profissão você seria um gênio. Ganharia cada vez menos até chegar à faculdade para ir desaprendendo. E ficava mais ingênuo, mais burro e mais puro. No fim da vida, você teria a pureza absoluta. Andar de bicicleta, nadar pelado no rio, trepar em árvores, soltar barquinho de papel nas enxurradas. A bola, a pipa o chiqueirinho, o boneco de pano. Do chiqueirinho para o berço, o chocalho e pararia de chorar.

E com o tempo correndo para trás, a humanidade regrediria dos séculos . Colombo e Cabral, de marcha ré, ‘desdescobriram’ o novo mundo. Chegaríamos a ‘desinvenção’ da roda e o desconhecimento do fogo até o último homem, o último primeiro, quando entra um Deus pegando nas mãos, ao invés de soprar, inspiraria o homem outra vez para dentro de si.


"Não existe humor velho e nem humor novo. Existe humor sem graça e humor engraçado" (Chico Anysio)

Valeu Chico!