uol afiliados

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Tem que ser divertido

Hoje a referência no futebol brasileiro é o Neymar.  
Para alguns boa referência, para outros uma referência ruim, mas a habilidade do atacante santista é indiscutível. 
O que se discute é o fato de ele levar a "sério" ou não o futebol. 
O que criticam Neymar dizem que ele abusa dos dribles, "humilha" o adversário e outras acusações que para mim não fazem o menor sentido. 
O que defendem dizem que ele joga um futebol alegre e não liga para o discurso moralista de "respeitar o adversário".
Futebol pra mim tem que ser divertido. 
Na minha opinião, o atacante tem que ter a liberdade de meter a bola entre as pernas do adversário e não ser criticado por isso. 
Se o futebol ficar sério demais, sinceramente pode perder a graça e ficar extremamente chato. O que se hoje em dia é sempre o discurso repetitivo de respeitar o adversário. 
Se prestar atenção as entrevistas acabam tendo as mesmas respostas dos jogadores:
 - O time "X" é um grande time e temos que respeitá-lo.
  Parece tudo texto decorado e orientado por algum assessor de imprensa com intuito de evitar polêmicas. Isso é muito chato! 

Não era assim.  Me lembro muito bem do campeonato carioca de 95 ou foi 96 em que os grandes times do Rio de Janeiro contavam com mestres da provocação e do bom humor. 
No fluminense tinha o Renato Gaúcho, no flamengo o baixinho Romário e no botafogo o Túlio Maravilha. Cada jogo sempre havia uma entrevista divertida e provocadora entre eles. 
 Túlio Maravilha declarava: "Urubu otário, quem tem o Túlio não precisa de Romário".
 Renato Gaúcho se autoafirmava o Rei do Rio.
 E Edmundo que fazia a dança da bundinha para a torcida do Botafogo. 
 Essas provocações eram sadias e ao meu ver não tratavam-se de falta de respeito ao adversário. 
 Pelo contrário, tinha um efeito positivo: promoviam os jogos e faziam os estádios lotarem cada vez mais. 
 Não vejo mais isso. Quando um jogador hoje não é "politicamente correto" com algum adversário ele já rapidamente crucificado pela imprensa. 

O que me motivou a relembrar essa chatice recente do futebol foi a aposta realizada recentemente entre os jogadores Luis Fabiano do São Paulo e Renato do Botafogo. Eles, que são amigos e jogaram um bom tempo juntos no Sevilla da Espanha, resolveram via twitter fazer uma aposta pública antes do jogo Botafogo x São Paulo que ocorreu neste último domingo (20/05/2012). 
A aposta era simples: quem perdesse teria que lavar todas as camisas do time adversário. O desafio  viralizou e saiu em vários sites. E para minha surpresa não foi criticada (pelo menos não vi sendo).



A aposta foi tão midiática que o pagamento da mesma ainda ganhou um patrocínio da Consul. Vejam os vídeos abaixo:

Torço para que venham mais apostas e brincadeiras para que enfim o futebol não fique tão chato e "profissional".
Que seja divertido!
Comentários
0 Comentários

0 comentários:

Postar um comentário